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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Um prazer: ler

Com certeza alguma coisa anda acontecendo comigo. As palavras que minha mente mais me repetiam durante o dia andam mudando. Música, música e música estão perdendo espaço para ler, ler e ler. Relendo agora, chego à conclusão de que posso estar exagerando... é, talvez tenha exagerado, então vamos dizer que minha mente fica com ler, música e ler (não necessariamente nessa ordem). Enfim, o fato é que novos prazeres andam visitando minha mente, e espero que façam morada fixa.

O fato é que minha história com a leitura não é tão antiga assim. Me lembro bem de que o primeiro livro que me sustentou acordado madrugada a dentro foi o volume único de As Crônicas de Nárnia. Essa compilação das sete crônicas me fizeram ter uma fome de leitura que me fazia esquecer tempo e espaço. Foi um bom começo - na verdade foi um ótimo começo. A partir dai tomei gosto pela literatura estrangeira, literatura infanto-juvenil e literatura cristã também. Por causa disso, tive que ingressar no Skoob para organizar melhor minhas leituras.

Como todo bom leitor, adquiri alguns vícios. Aconselhei uns personagens, briguei com outros e até ri com algumas situações. Me tornei íntimo de alguns protagonistas a ponto de achar que eu podia influenciar em sua vida amorosa - Catnip que o diga - e também me entristeci com a morte de alguns colegas. (Já chorei também, admito!). Sabe aquela mania de ler um livro, ver a adaptação cinematográfica dele e sair xingando todo mundo? Também peguei.

Agora meus cds dividem espaço com uma fileira de livros na minha estante. Enquanto meus fones de ouvido me levam para dentro do meu mundo com meus pensamentos, as páginas dos livros me ajudam a conhecer universos diferentes e expandir minha mente. Pelo menos agora achei um ponto de equilíbrio.


Livros de cabeceira do momento.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ao sentimento



Porque agora? Ainda não estou pronto, não me sinto confortável. Cada vez que prevejo acontecer, o tremor retorna a minha mão. Consegue ver essas gotas de água derramadas sob meus pés? São culpa sua. Quem mandou me deixar assim?

Porque pensar desse modo? Já começo a ter minhas dúvidas sobre o que pensar exatamente sobre você, ora de um jeito, ora de outro. Não posso afirmar com exatidão se o fator mutável e inconstante se adequa mais aos meus pensamentos ou ao seu temperamento. Ainda assim, sou chata, bato o pé e faço bico, mas prefiro não deixar pegadas antes de dar os primeiros passos.

Saber esperar é a virtude que o tempo faz questão de desenvolver. Aliás, já me sinto íntimo com o Senhor Tempo. Temos nossas concordâncias e nossas desavenças, mas já me convenci de que ele não é um inimigo, pelo contrário, muitas das novas perspectivas que tenho eu devo a ele. (Obrigado, Sr. T, você é incrível!)

Voltando. Não estou com pressa e não vejo motivo para alguém aqui estar. Não adianta forçar, já aprendemos que tracionar além dos limites arrebenta a corda e ambas as extremidades são atingidas - lembra como doeu daquela vez? Por favor não se esqueça novamente.

Não quero mais argumentar. Não que eu tenha desistido de você (Deus sabe como isso não é verdade), só acredito que não compete a mim te apresentar a algumas convicções. O Sr. T sabe fazer isso melhor do que ninguém e prefiro confiar essa função a ele mesmo. Enquanto isso, fico te esperando, mas não se engane porque enquanto espero, eu caminho e meu caminho pode já não ser mais o seu. Mas não se preocupe, não podemos ficar distantes por muito tempo, com certeza nossos caminhos se cruzarão novamente e aí você vai reconhecer que nem tudo é como você quer.

Pacientemente,

Razão.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um amor travesti

Já tem um tempo que tenho pensado acerca do amor. Não me refiro ao amor erótico ou puramente "casual". Não quero falar sobre romantismo, não é nada disso.

Antes de tudo, quero dizer que as mesmas palavras aqui são dirigidas inicialmente a mim.

Falo sobre como tratamos aos outros, com quais intenções, certa vez ouvi que nós conhecemos o amor apenas através de condições: amamos quando, amamos se, amamos porque. Você não precisa fazer muito esforço para perceber como está tudo tão banalizado, tudo tão deturpado, que os valores estão tão invertidos, inclusive acerca e dentro do amor em si. Quero dizer que muitas vezes nos importamos com o outro, mas na verdade estamos sendo egoístas, só que é um egoísmo travestido de amor. Pare para pensar e talvez você se lembre de um momento em que agiu dessa maneira.

E acontece que tantas vezes nos achamos superiores a todos apenas por saber algo mais sobre determinado assunto. Tenho pra mim que quanto mais defeitos eu tenho de mais amor eu preciso, mas não parece que é o que tem acontecido. Quanto mais defeitos alguém tem (torcemos para que esse alguém seja quem não gostamos), duas vezes vezes mais desprezamos, e aí faz sentido o raciocínio de que o oposto do amor é a indiferença e não o ódio.

Pode parecer clichê, mas considero que amor de fato é um movimento, amor é ação, é verbo, o Verbo. Quando sou amado, eu me desafio a amar, algumas pessoas deveriam saber isso de cor já que enchem a boca pra dizer que Ele nos amou primeiro e por isso O amamos. Experimente fazer um bem a si mesmo, desafie-se a amar sem esperar algo em troca, esqueça o quando, o se e o porque. Apenas ame.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Tem que continuar...



Comecei o blog com a expectativa de começar a compartilhar meu ponto de vista sobre o dia-a-dia aqui. Não atingi 100% do meu objetivo (temo que nem 50%). Entretanto, ainda considero que o conteúdo publicado aqui conste em seu âmago opiniões e críticas minhas acerca de algumas coisas.

Inspirado por uma colega, decidi retomar este espaço e desta vez com objetivo de cumprir, ao menos em sua maioria, o propósito para o qual foi criado, afinal tudo o que é iniciado precisa de um período contínuo até que chegue o fim. E o fim não é agora.

Ao decorrer da vida é difícil contabilizar nossos projetos que foram findados, cumprindo as funções para as quais foram criados primordialmente, acredito ser uma tendência normal do homem não manter-se constante até que algo seja completamente finalizado, embora conheça pessoas que não se enquadram nesse perfil. É importante não generalizar. Há quem realize todos os projetos iniciados, há quem finalize parte dos projetos iniciados, há quem não conclua nenhum projeto. Há quem não faça nenhum projeto, nem a longo e nem a curto prazo.

Tenho os meus, pretendo cumpri-los. O que posso adiantar por hora é que este blog é um deles, por isso tem que continuar, ainda não é o fim. Quem sabe com o decorrer das postagens eu mesmo insira alguns projetos futuros... assim futuramente eu posso relembrar de alguns planos e marca-los como concluídos ou retomados, talvez adiados, ou cancelados.

Um dia eu verei...

"Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês..."

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

E você, o que escolhe?

Que a vida é cheia de escolhas todo mundo sabe, mas quais são as escolhas que você anda fazendo pra sua vida?
Sabe, a gente vive passando por situações em nossa caminhada espiritual que muitas vezes uma escolha errada pode acabar nos abatendo. Principalmente quando temos como guia o nosso coração e nossas emoções.  
"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" Jeremias 17:9.
A bíblia tá cheia de exemplos que podemos tomar como referência pra evitar o erro. É como diz aquele pensamento: “O homem sábio aprende com os erros dos outros”. E tem melhor referência que a Palavra?

CAMINHO

Fraco como somos e com visão limitada, nossa tendência é optarmos por aquela decisão que aparentemente é a melhor, aquele caminho cuja a grama é sempre verde e as flores sempre cheirosas, só que no final há terríveis predadores e um abismo enorme. Ló foi um cara que escolheu um caminho assim. Ele teve que se separar de seu tio Abraão e optou pelo caminho aparentemente mais bonito. Só que as consequências não foram tão bonitas assim, Ló foi parar em Sodoma e depois foi levado cativo. Depois que seu tio o libertou, e ainda em Sodoma, Deus decidiu destruir a cidade e a história todos já sabem, estátua de sal para a esposa dele.

Sabe, vale sempre a pena andar na contramão do mundo. E um exemplo contrário a Ló foi o de Daniel. Ele, depois de ser levado cativo, decidiu em seu coração não comer as finas iguarias do Rei, ou seja, ele descartou a opção mais bonita e preferiu a salada com água, e Deus o honrou e o usou para que todos conhecessem o Deus de Daniel.

PECADO

Tá aí uma escolha que infelizmente fazemos. E pior, muitas vezes fazemos porque queremos. Mas ainda não é nesse sentido que quero falar. O que quero abordar é qual decisão tomamos depois de ter pecado. Tem um trecho de um livro que falou muito comigo, o autor diz que “entristecemos o coração de Deus quando, ao tropeçar, corremos dEle e não para Ele”.

Muitas vezes depois de pecarmos sentimos aquele sentimento de culpa e vergonha diante de Deus. Pensamentos como “Deus não vai ouvir minha oração” ou “Não posso chegar diante de Deus assim” de nada adiantam. Particularmente, já sofri tanto por pensar assim, me sentia um inútil e tão impuro a ponto de achar que não tinha mais condições de continuar a caminhada cristã. Foi quando entendi a graça e o amor incondicional do Pai.

Quando a gente entender que o amor de Deus é incondicional e que NADA, absolutamente NADA pode nos separar dele, a cada queda que levarmos, em vez de chorar a dor e não levantar mais, nós vamos nos arrepender, olhar pra cima, segurar em Sua mão e pedir que Ele nos carregue em seus braços de amor.

Olha, diante de tantas circunstâncias e de tantas decisões que temos e teremos que tomar, não se deixe enganar por nada, escolha o som do céu, escolha louvar o Senhor, escolha o caminho do Pai, mesmo que pra isso você tenha que passar por ruas bem estreitas carregando sua cruz. E não escolha se abater, se o Pai já te perdoou, então não há porque você continuar se culpando. 



Deus vos abençoe.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Minha Música ou Meu Louvor?

Há mais ou menos um ano eu tenho reparado nas músicas que tenho escutado por aí. Na verdade sempre tive ligação com música desde minha conversão ao cristianismo, mas só nesse período eu tenho percebido o que tem acontecido com as letras das canções do mundo “gospel”. Mas vamos por partes.
Sabe aquela música que você escuta e se indentifica logo por causa da letra (algumas vezes por causa da melodia quando se trata de música internacional) e da circunstância que você está vivendo no momento? Aquela que bate diretamente com suas emoções e que te faz muitas vezes chorar, lembra? Isso mesmo, é aquela música que você costuma dizer que é sua, porque você vai conseguir, porque você é vencedor(a), porque você vai mudar o rumo da sua vida. Pois bem, o Eu… quero dizer, esse tipo de música tem entrado no meio cristão e tem crescido de maneira absurdamente grande.
Acho que não é novidade pra ninguém que letras de canções assim têm estourado no mercado fonográfico gospel. O que me entristece é que são letras que versam sobre o próprio Eu, que em vez de serem usadas para engrandecer a Deus e exaltar a soberania dEle, dizem que Ele nos engradecerá e que Ele vai me dar porque Eu quero.

MINHA MÚSICA
Literalmente elas são as SUAS músicas, pois como você pode dizer que a música é de Deus se só as palavras “eu”, “me”, “mim” e “meu/minha” aparecem dez vezes mais que o nome de Deus? (e olhe que Deus tem muito mais nomes que nós).
Eu quero de volta o que é meu
Será o filho pródigo pedindo as coisas pro pai? (Lc 15.12)
Usa-me agora. […] Quero ver tuas promessas cumprirem-se ainda nessa geração
Eu estou mandando em Deus?
Remove a minha pedra, me chama pelo nome, muda a minha história
Jesus deixou bem claro que ressuscitou Lázaro para a glória de Deus e não humana.
Eu sei que chegará minha vez, minha sorte Ele mudará diante dos meus olhos
Quanto eu numa frase só! Deus que opera em nós tanto o querer quanto o efetuar.

Além de outras infinitas canções com “meu milagre vai chegar”. Bom tocar nesse assunto porque o tema milagres também é bastante utilizado nas NOSSAS músicas. É engraçado que mesmo nos dias de hoje as pessoas ainda se comportam como algumas pessoas no tempo de Jesus, seguindo-o apenas por causa dos milagres que Ele pode fazer e não por quem Ele é.

MEU LOUVOR
Quando entendermos que a música não é para nós e sim para aquele que nos criou, e cantarmos em forma de adoração e não petição (que está mais para ordenança), aí estaremos louvando e deixando de ter nossa música, para ter nosso louvor.
Lembrando: louvor é a Deus e não a nós ou às bênçãos que Ele pode nos dar. ELE, ELE, ELE. O FOCO TEM QUE SER ELE.
Eu realmente admiro muito bandas internacionais porque suas letras sempre exaltam o nome de Deus, e quando eles se referem ao eu (agora com “e” minusculo) é para declarar a dependência que temos com Deus. São letras onde o Eu  passa a ser  eu e ele volta a ser Ele na nossa vida.
Não é que eu condene ou julgue as músicas pelo fato da palavra “eu” e seus relativos estarem presente nelas. É simplemente pelo modo como esses termos são utilizados, e no nosso louvor eles têm uma conotação bem diferente comparados à nossa música.
Porque eu não cedo, nem retrocedo,
Estou decidido e não volto atrás […]
Eu sou um santo lutando contra o pecado […]
Eu quero ser santo porque Santo é meu Senhor
Esses dois primeiros versos são perigosos se utilizados para expressar um querer egocêntrico, mas, como vemos depois, o querer dele é ser santo como Deus é.  (1Pe 1.16)
Tudo que eu quero é poder Te adorar […]
Só quero Te adorar, preciso Te adorar, permita-me Te adorar
Viu quanta dependência? Pedir permissão para adorar ao Pai. Quem dera todos pedissem permissão para pedir algo a Deus em vez de exigir logo algo dele.
Eu quero me esvaziar de mim
Preciso comentar?
Eu vou contar o meu milagre pra que o nome do Senhor seja louvado
Esse é o pensamento que deve se ter quando se trata de milagres.

Não confunda minha música com meu louvor. Quando estiver cantando algo pare e reflita no que você está pronunciando.
E que o Eu diminuia para que Ele cresça em nós.

Eric Leuthier